LGPD vai afetar o Marketing nas empresas

LGPD

A LGPD vai afetar o Marketing nas empresas, por isso aqui você vai saber o que é preciso fazer para se proteger da multa imensa que poderá vir!

Semelhante ao Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR) europeu, A LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados foi aprovada pelo Congresso Nacional em meados de 2018.

A Lei brasileira foi criada para garantir o direito à privacidade dos usuários nas plataformas digitais. Seja qual for seu nicho de mercado, sua área de trabalho, se você faz marketing, você precisa se adaptar!

Assim, muitas dúvidas têm surgido e pairado no ar!

Como a LGPD vai afetar o Marketing nas empresas? Quais as mudanças que devem ser feitas? Qual o impacto disso?

A lei entra em vigor muito em breve e toda a empresa que faz Marketing para seu negócio, passará por mudanças.

Por isso, para captar clientes, para enviar remarketing e conteúdos, por exemplo, as empresas precisam ficar atentas!

Então, para saber quais são as adaptações necessárias, é essencial entender o que é a nova Lei e os seus reais impactos para as empresas.

O que é LGPD?

LGPD é a lei que garante o direito à privacidade dos usuários no Brasil.

Porém, na Europa já existe um regulamento que protege os dados dos usuários e, muito se discutiu aqui no Brasil para chegar no formato da LGPD, que é um pouco mais branda que a GDPR.

A nova Lei tem como objetivo garantir aos usuários maior controle sobre as suas informações pessoais.

Por isso, para as empresas isso significa que será preciso oferecer uma opção de consentimento clara para coletar e usar os dados dos usuários.

Além disso, cabe às empresas informar de maneira compreensível para qual finalidade os dados serão usados.

E ainda, as organizações precisam garantir aos usuários que tenham a capacidade de visualizar o consentimento e dados, corrigir as informações ou mesmo excluí-los permanentemente.

Qual o impacto da LGPD nas empresas que fazem Marketing?

Como a lei aborda a coleta de dados, bem como armazenamento e tratamento dos dados dos usuários, o marketing acaba por sofrer o maior impacto e também a necessidade de adaptação.

O Marketing recolhe dados através de Landing Pages, Formulários e até mesmo nas assinaturas de newsletter.

Por isso, existe a grande necessidade de adaptação e adequação às regras da LGPD.

Como fica a Base de dados existente?

Esse é o grande impacto: a atual base de dados dos Leads da sua empresa.

Saiba que: em agosto de 2020, todos os Leads que sua empresa possui, devem aceitar a Política de Privacidade, além dos Termos & Serviços, como forma de garantir o consentimento explícito do uso de seus dados.

Isso aconteceu na Europa e, por mais que possa parecer difícil e gerar uma “dor de cabeça” para as empresas, aos poucos é possível se adequar.

E assim, compreender que a Legislação está apenas aumentando a segurança dos usuários que interagem com as empresas.

No entanto, a LGPD pode assustar em um primeiro momento, mas a verdade é que trará muitos benefícios para as empresas e para os usuários, proporcionando a confiabilidade entre ambos.

Como fica o Marketing Digital com a LGPD?

Empresas que fazem Marketing Digital terão o maior impacto com relação à lei.

Isso porque, como já falamos acima, é o serviço que mais faz coleta de dados dos usuários e utiliza-os.

Por isso, devem ser feitas mudanças até Dezembro de 2020, pois caso o contrário as empresas poderão ser multadas em 2% do seu faturamento ou até R$ 50 milhões.

Dessa forma, queremos compartilhar algumas das principais mudanças que devem ser feitas até Dezembro de 2020.

Base Atual de Leads

Para as empresas que já possuem uma base de Leads e fazem marketing digital, interagindo com esses Leads, é essencial que esses contatos consintam para que essa comunicação possa continuar.

Para isso, o ideal é enviar e-mails pedindo esta autorização e garantindo que essa informação ficará armazenada.

Porém os usuários podem pedir a qualquer momento a autorização ou exclusão dos dados da lista da sua empresa.

Consentimento Explícito

O consentimento da coleta, armazenamento explícito para o usuário é uma das grandes mudanças do LGPD.

Isso pode ser feito através de uma checkbox em uma Landing Page, por exemplo, informando o objetivo da coleta dos dados.

Assim, o usuário precisará dar o consentimento em qualquer canal de coleta de dados utilizado pela empresa.

Ou seja, Landing Pages, formulários e assinaturas de newsletters, por exemplo, devem conter uma opção para o usuário aceitar ou não a recolha destes dados.

Remarketing

As ações de remarketing precisam ter muita atenção das empresas de marketing, pois é necessário informar ao usuário que os dados estão sendo salvos para serem utilizados posteriormente para o anúncio de produtos e serviços.

Portanto, é preciso obter logo na Home do Site da empresa, a informação de que os dados serão coletados, além do aviso sobre o armazenamento dos cookies e o pedido de consentimento.

Para as empresas que fazem a utilização do pixel do Facebook nos anúncios, o mesmo procedimento deve ser feito.

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Princípios da LGPD

Conheça os princípios e as bases legais que dão suporte à LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados.

Para que possamos ter uma efetiva e adequada atividade de tratamento dos dados pessoais, é necessário respeitar os dez preceitos de base de tratamento. Em outras palavras, os 10 princípios existentes na Lei nº 13.709/2018, todos previstos no artigo 6º da LGPD. Confira a seguir!

1 – Adequação

O princípio da adequação emprega-se com o seguinte conceito:

“Compatibilidade do tratamento com as finalidades informadas ao titular, de acordo com o contexto do tratamento” – segundo do artigo 6º da LGPD

Isso quer dizer que: os dados pessoais tratados devem ser compatíveis com a finalidade informada pela empresa. Ou seja, sua justificativa deve fazer sentido com o caráter da informação que você pede, não podendo apresentar uma relação destoante entre o titular dos dados e o controlador. Portanto, se a informação não é compatível, o tratamento se torna inadequado.

2 – Necessidade

O princípio da necessidade estipula que a coleta de dados deve se dar de maneira restritiva, ou seja, a coleta deve ser apenas dos dados estritamente necessários para alcançar as suas finalidades ,dispensada a coleta excessiva.

Tenha em mente que quanto mais dados você tratar, maior será a sua responsabilidade, inclusive em casos de vazamentos e incidentes de segurança. 

3 – Transparência

O princípio da transparência estipula que todas as informações passadas pela empresa, em todos os seus meios de comunicação, devem ser formuladas em linguagem clara, precisa e verdadeira.

“Right to be Informed”, que nos traz a ideia de que as pessoas naturais têm o direito de serem informados sobre a coleta e o uso de seus dados pessoais, incluindo: seus propósitos para processar os dados, seus períodos de retenção para esses dados pessoais e com quem serão compartilhados.

4 – Livre Acesso

O princípio do livre acesso diz que a pessoa titular dos dados possui o direito de consultar, de forma simples e gratuita, todos os dados que a empresa detenha a seu respeito. A disposição poderá ser entregue de forma física ou eletrônica, mediante requisição do titular, no prazo de até 15 (quinze) dias, contado da data do requerimento do titular (Artigo 19 LGPD).

Além disso, devem ser especificadas questões como: o que a empresa faz com as suas informações, de que forma o tratamento é realizado e por quanto tempo.

5 – Finalidade

A partir da Lei de Proteção de Dados (LGPD) – artigo 6º da LGPD – não será mais possível tratar dados pessoais com finalidades genéricas ou indeterminadas. O tratamento de cada informação pessoal deve ser feito com fins específicos, legítimos, explícitos e informados. Ou seja, as empresas deverão explicar para que serão usados os dados do titular.

Além disso, a empresa não está autorizada a modificar a finalidade durante o tratamento. Se sua empresa solicita o e-mail do cliente para uma finalidade específica você não pode utilizar esse e-mail para outras finalidades que não foram especificadas antes.

6 – Qualidade dos dados

O princípio da qualidade dos dados garante aos titulares exatidão, clareza, relevância e atualização dos dados, de acordo com a necessidade e para o cumprimento da finalidade de seu tratamento.

Importante: o titular dos dados tem o direito de correção de dados incompletos, inexatos ou desatualizados e, ainda, informação das entidades públicas e privadas com as quais o controlador realizou uso compartilhado de dados e sobre a possibilidade de não fornecer consentimento e sobre as consequências da negativa.

7 – Segurança

O princípio da segurança diz que é responsabilidade das empresas buscar procedimentos, meios e tecnologias que garantam a proteção dos dados pessoais de acessos por terceiros, ainda que não sejam autorizados, como nos casos de invasões por hackers.

Caso ocorra ser tomadas medidas para solucionar situações acidentais, como destruição, perda, alteração, comunicação ou difusão dos dados pessoais de suas bases.

8 – Prevenção

O princípio da prevenção estipula que as empresas adotem medidas prévias para se precaver de eventuais eventualidades que possam ocorrer. Ou seja, as empresas devem agir antes dos problemas e não depois.

Para garantir que a informação esteja protegida e ter uma Segurança da Informação efetiva, é essencial que a empresa invista em tecnologia e trabalhe com alinhamento de processos e conscientização de pessoas de toda a organização.

9 – Responsabilização e Prestação de Contas

As empresas precisam se preocuparem em cumprir integralmente a Lei, e além disso,  devem ter provas e evidências de todas as medidas adotadas, para demonstrarem a sua boa-fé e a sua diligência.

Por exemplo:  comprovarem que fizeram treinamentos de equipe, a contratação de consultorias especializadas, a utilização de protocolos e sistemas que garantam a segurança dos dados e o acesso facilitado do titular a empresa sempre que preciso.

10 – Não Discriminação

A LGPD já criou regras específicas para o tratamento de dados que frequentemente são utilizados para discriminação, os chamados dados pessoais sensíveis, como os que tratam sobre origem racial ou étnica, convicção religiosa, opinião política, filiação a sindicato ou a organização de caráter religioso, filosófico ou político, dado referente à saúde ou à vida sexual e dado genético ou biométrico.

Os dados pessoais jamais podem ser usados para discriminar ou promover abusos contra os seus titulares.

Conclusão

Essas são só algumas das mudanças que devem ser realizadas pelas empresas, não só de Marketing Digital, mas todas as que utilizam o marketing para captar clientes e manter relacionamento com eles.

É extremamente necessário que os usuários estejam de acordo com a LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados.

Para isso, é fundamental que as empresas se preparem bem antes e não esperarem a data limite se aproximar para planejar as mudanças, o preço pode ser muito alto!

Além disso, é fundamental que os profissionais responsáveis pelo Marketing também estejam por dentro de todas as mudanças, para garantir que toda nova ação esteja adequado a LGPD.

Mesmo que a lei possa parecer um tanto impactante para as empresas, é preciso ressaltar que apesar das mudanças, ela proporciona algo de muito positivo: relação de confiança entre empresas e clientes.

Assim, os seus Leads e prospects estarão mais propensos a interagirem com as suas ações e propostas ao se sentirem seguros.

Portanto, empenhe-se para aplicar as mudanças necessárias e transforme o LGPD em um aliado para o seu negócio.

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Nós, aqui da Rise Up Marketing, já estamos nos movendo para adequar as empresas dos nossos clientes à LGPD. E você, o que está fazendo com relação à isso?

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